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Vitória, Joseph Conrad (Tradução de Hilton Lima - Tag Curadoria 28 - Novembro/2016)
O título não tem motivações bélicas. O próprio Joseph Conrad deixa isso claro em sua nota à primeira edição. Em tempos de guerra, as mentes abrem-se a sugestões e as palavras muitas vezes acabam tomando um caminho certeiro que pode não corresponder às intenções do autor. Não que ele tenha esse controle em tempos de paz. O livro ganha sentido na cabeça do leitor, e aí o autor nunca poderá intervir. O autor, de certo modo, será sempre refém do que escreve, mas isso não o impede de traçar um limite aqui e ali. Publicado em 1915, no primeiro ano da i Grande Guerra, Vitória trata da tragédia que é não conseguir se encontrar no mundo e dele não poder escapar. Axel Heyst é um europeu, de origem nórdica, não o primeiro entre os personagens de Conrad que escolhe o isolamento de uma ilha nos mares do sul da Ásia após o fracasso de um empreendimento comercial, no qual se envolvera mais por acaso do que por vontade. De passagem por uma cidade próxima, vê Lena, a violinista inglesa de um grupo de músicos viajantes. Sente-se atraído e impelido a protegê-la. O conflito virá na forma de Schomberg, dono do hotel onde Lena e Heyst se conheceram, e de Mr. Jones e de seus auxiliares, Martin Ricardo e Pedro. Os três são desperadoes, errantes em busca de dinheiro fácil. Jones, cavalheiro inglês de estranha espécie; Ricardo, servil, mas dado a idéias; e Pedro, o bruto, simplesmente. As primeiras resenhas de Victory apontaram um tom melodramático na história, mas o melodrama em Conrad é consequência da descida ao abandono de cada um. Parece que, em algum momento, todos tiveram de optar por algum tipo de afastamento e uma comunhão de renegados se fez, dividida em compaixão e esperança, de uns, e astúcia e malícia, de outros. A última edição brasileira de Vitória saiu em 1986. Tag Curadoria de Novembro de 2016.
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