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Bailado Lunar & São Sebastião da Praia, Bruno de Menezes
Bruno Bento de Menezes Costa (1893-1963) foi vários num só. Filho do pedreiro cearense Dionísio Cavalcante de Menezes e Maria Balbina da Conceição Menezes - a "mãe Balbina, cozinheira de dez dedos" - o poeta viveu a infância no Jurunas, pobre de dinheiros, mas rico em vivências que se refletiram ainda na maturidade de sua obra.
Aprendiz de gráfico, admirável autodidata (foi leitor voraz toda vida), militante do anarquismo sindicalista na juventude, jornalista, modernista de primeira hora no Pará (criou a revista Belém Nova, responsável pela divulgação do modernismo na Amazônia), festeiro, boêmio, das biroscas do Ver-o-Peso íntimo, folclorista que abriu caminhos, romancista, é impossível comprimir o gênio criativo de Bruno de Menezes num só parágrafo. Mas pode-se tentar, como dizer que foi poeta magnífico (autor de Batuque, um hino irresistível da negritude). Que foi esposo dedicado e pai amoroso (e seus filhos continuam transmitindo esse exemplo). Que foi um personagem verdadeiramente imortal, cultor de uma didática da convivência. E foi, além de tudo, um ser que amava tudo o que era Belém.
Os livros aqui reunidos, Bailado Lunar, de 1924, e São Benedito da Praia: Folclore do Ver-o-Peso, de 1959, permitem acompanhar Bruno de Menezes em dois momentos reveladores da sua vida literária, ao mesmo tempo em que dão mostra da abrangência de sua criação, da poesia aos estudos populares. Coleção Pará de Todos os Versos, de Todas as Prosas 2
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